Viver Arquitetura |
Show project notes
Construído por encomenda do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e inaugurado em fevereiro de 2005, o Fórum de Cuiabá reúne repartições antes espalhadas pela capital em questão.
Entre outras justificativas para a implantação do fórum, está a de que a concentração das atividades em um único prédio permitiria reduzir custos operacionais provocados pela dispersão.
Contratada para realizar a tarefa, a Fundação para o Desenvolvimento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento (Fipai), atribuiu ao arquiteto Marcelo Suzuki a tarefa de desenvolver o projeto arquitetônico.
O conjunto é predominantemente horizontal, com térreo para serviços e estacionamento em pilotis, e primeiro andar onde se concentram as atividades de rotina do fórum. Nessa configuração, as circulações foram definidas de maneira prática: magistrados e funcionários dispõe de um corredor interno, enquanto advogados, testemunhas e público em geral utilizam varandas abertas para os jardins internos.
Para os presos, há uma circulação específica no térreo, de onde se tem acesso, por escadas, às salas de audiências. Essa solução favoreceu a segurança de todos os usuários do fórum e permitiu adotar elevadores apenas para uso de idosos e portadores de necessidades especiais.
Acima do pavimento superior, há uma laje que e transforma em piso técnico. Trata-se de uma espécie de shaft horizontal, que assim como os pilotis do térreo, facilita a execução dos serviços de manutenção. A cobertura, ora metálica, ora translúcida está suspensa por vigas atirantadas em colunas – ambas de metal – que marcam visualmente o conjunto.
A configuração exterior do conjunto é caracterizada, sobretudo, por um ripado de madeira, intercalado com superfícies em alvenaria. Além de vedar os corredores internos, o ripado de pinus favorece a ventilação cruzada e protege o edifício da alta temperatura característica na região. Por esse motivo, apenas os ambientes que necessitam permanecer fechado, em razão de sigilo, possuem sistema de ar-condicionado.
(texto baseado em reportagem da Revista Projeto)